Arapiraca inicia implantação de ovitrampas em 10 bairros para reforçar vigilância contra a dengue
- ehdearapiraca.com.br
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Armadilhas de baixo custo permitem identificar áreas com maior infestação do mosquito e direcionar ações de controle de forma mais rápida e eficiente
Arapiraca, 27 de julho de 2026
Em meio ao alerta nacional para o avanço das arboviroses, a Prefeitura de Arapiraca iniciou uma nova etapa no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), começou a implantar ovitrampas em 10 bairros do município para ampliar o monitoramento da presença do vetor e fortalecer as estratégias de prevenção.

A iniciativa ganha ainda mais relevância diante do impacto da doença no país. A dengue continua sendo um dos principais desafios de saúde pública do Brasil e, todos os anos, provoca milhares de internações e mortes. Em 2024, o país registrou a maior epidemia da história, com milhões de casos prováveis e milhares de óbitos confirmados. Mesmo após a redução dos registros em 2025 e 2026, especialistas alertam que a circulação do vírus permanece elevada e que o controle do mosquito é a principal medida para evitar novas epidemias.
As ovitrampas são armadilhas simples e de baixo custo que atraem as fêmeas do mosquito para a postura de ovos. O material coletado é encaminhado para análise, permitindo identificar com precisão os locais com maior infestação antes mesmo do aumento dos casos da doença.
Nesta primeira etapa, os equipamentos serão instalados nos bairros Centro, Brasília, São Luiz I, São Luiz II, Itapuã, Cavaco, Planalto, Jardim Esperança, Massaranduba e Padre Antônio Lima Neto.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Rafaella Albuquerque, a tecnologia representa um avanço na vigilância entomológica do município.
"O combate ao Aedes aegypti exige planejamento e soluções inovadoras. É isso que estamos buscando em Arapiraca com o uso das ovitrampas. Esse monitoramento preciso da população do mosquito será fundamental para aumentar a capacidade de resposta das nossas equipes, permitindo um direcionamento mais estratégico e um trabalho cada vez mais eficiente no enfrentamento à dengue, zika e chikungunya", afirmou.
Para viabilizar a implantação da estratégia, os agentes de combate às endemias receberam os kits necessários para o trabalho durante encontro realizado no auditório do CRIA. Antes disso, supervisores de endemias, técnicos da Vigilância Municipal e laboratoristas participaram de uma capacitação específica sobre o uso das armadilhas.
O treinamento reuniu atividades teóricas e práticas, abordando vigilância entomológica, instalação das ovitrampas, protocolos de monitoramento e a utilização do Conta Ovos, sistema que otimiza a contagem dos ovos coletados.
Com as informações obtidas pelas armadilhas, as equipes poderão identificar precocemente os pontos com maior circulação do mosquito, intensificar as ações de controle e reduzir o risco de surtos, tornando o combate às arboviroses mais eficiente e direcionado.



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