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Polícia Civil indicia duas pessoas por atuação em clínica clandestina de abortos em Arapiraca

há 7 horas
2 min de leitura

Investigação aponta que procedimentos eram realizados há pelo menos dez anos; uma mulher morreu e outra perdeu a visão de um olho após complicações


Arapiraca, 15 de outubro de 2026

A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito que investigava o funcionamento de uma clínica clandestina de abortos em Arapiraca, no Agreste alagoano. Duas pessoas foram indiciadas: uma idosa, apontada como responsável pela realização dos procedimentos, e um empresário, suspeito de financiar um dos abortos. Segundo a investigação, uma mulher morreu e outra perdeu a visão de um dos olhos após complicações decorrentes dos procedimentos.

Ao longo das investigações, a polícia identificou cinco vítimas
Ao longo das investigações, a polícia identificou cinco vítimas

De acordo com o 53º Distrito Policial (53º DP), os abortos eram realizados há pelo menos dez anos na residência da investigada. Os valores cobrados variavam entre R$ 1.500 e R$ 2 mil. Ao longo das investigações, cinco vítimas foram identificadas.

A idosa foi indiciada pelos crimes de aborto provocado por terceiro com consentimento da gestante, homicídio culposo e lesão corporal de natureza gravíssima.

Já o empresário foi indiciado por coautoria e participação em aborto provocado por terceiro. Conforme o inquérito, ele teria pressionado uma mulher a interromper a gravidez, fornecido medicamentos abortivos e pago R$ 2 mil em dinheiro pelo procedimento.

Denúncias - O caso começou a ser investigado após a Polícia Civil receber denúncias anônimas sobre a realização dos abortos clandestinos.

Em 12 de março deste ano, policiais do 53º DP cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência apontada como local dos procedimentos. Durante a operação, foram apreendidos instrumentos cirúrgicos, medicamentos anestésicos e analgésicos, materiais hospitalares e aparelhos celulares.

As investigações foram iniciadas pelo delegado Francisco Medson e concluídas pelo delegado Jonas Bezerra.

Com o encerramento do inquérito, o procedimento foi encaminhado à Justiça. O caso aguarda manifestação do Ministério Público, que deverá avaliar se há elementos suficientes para oferecer denúncia contra os investigados.


 
 
 

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