Bióloga alagoana tem pesquisa aprovada pelo Ibama, mas precisa de apoio para participar de simpósio
Formada pela Uneal, Emely Tavares dos Santos foi selecionada para apresentar estudo sobre a preservação da Caatinga em Brasília
Arapiraca, 23 de outubro de 2026
A bióloga alagoana Emely Tavares dos Santos teve uma pesquisa selecionada para o Simpósio Brasileiro de Fiscalização Ambiental: Combate ao Desmatamento nos Biomas, promovido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O evento será realizado de 10 a 12 de novembro, em Brasília. Apesar da conquista, ela ainda não sabe se conseguirá participar por falta de recursos para custear a viagem.

Formada pela Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) de Arapiraca e especialista em Licenciamento Ambiental, Emely desenvolveu um estudo sobre as mudanças na vegetação da Caatinga e a recuperação de áreas degradadas. A pesquisa reúne informações coletadas em campo e registros fotográficos que podem ajudar no acompanhamento e na fiscalização ambiental.
Intitulado “Análise Multitemporal e Diagnóstico Ambiental como Suporte à Fiscalização da Supressão Vegetal no Bioma Caatinga”, o trabalho foi selecionado por meio do Edital nº 6/2026, da Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama, no eixo dedicado à conservação e fiscalização da Caatinga.
O tema tem importância especial para o Nordeste. Exclusivamente brasileira, a Caatinga abriga uma grande diversidade de plantas e animais, mas enfrenta problemas como desmatamento, degradação do solo e uso inadequado dos recursos naturais.
Emely desenvolveu o estudo como pesquisadora independente. O trabalho também será incluído nos anais do simpósio e publicado em livro, ampliando a divulgação dos resultados entre pesquisadores e profissionais da área ambiental.
Falta de recursos - Apesar da aprovação, Emely ainda busca apoio financeiro para viajar a Brasília. Segundo a bióloga, até o momento, ela não conseguiu recursos da Prefeitura de Arapiraca nem do Governo de Alagoas para cobrir as despesas com transporte e hospedagem.
Sem esse suporte, ela pode ficar de fora do encontro, que reunirá especialistas de várias regiões do Brasil para compartilhar experiências e discutir estratégias de combate ao desmatamento e proteção dos recursos naturais.




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